Otávio Soares, prefeito de Ponte Nova, foi quem autorizou os esportistas palmeirenses a utilizarem um terreno da Prefeitura, no alto do Pau D'Alho, como campo de futebol, de acordo com um convite/panfleto, distribuído na época (1940).

As primeiras atas do Clube, os jornais da época, vão narrando a epopéia:

Aos 19 de março de 1945, o Presidente Ninico Queiroz anunciava o início da construção da Praça de Esportes, em terreno situado no alto do Pau D’Alho. O terreno ainda não havia sido doado pela Prefeitura, mas a confiança era plena, de que isto aconteceria 'muito em breve'.

Aos 29 dias do mês de julho de 1945, a nova Praça de Esportes, no Alto do Pau D’Alho, já era uma realidade, apesar de incompleta, mas suficiente para o treinamento dos quadros esportivos. Providenciava-se agora, a aquisição de uma faixa de terrenos na Chácara do Dr. Pedro Palermo, para as condições indispensáveis do futuro estadium que se pretendia realizar.

Para obra de tamanho vulto tornou-se indispensável recorrer-se aos poderes públicos não só municipais, como estaduais e federais. Dos poderes municipais encontrou-se a máxima boa vontade, tendo o sr. Prefeito Municipal, Dr. Cid Martins Soares, concorrida com vultosa importância para cobrir o déficit dos trabalhos até então realizados.
Aos 10 de fevereiro de 1946, foi apresentado pelo Presidente, Ninico Queiroz, o nome do construtor, Sr. Pedro Crivelari, para elaborador da planta da Praça, o que foi por todos aprovados. Aos 21 dias de março de 1948, em casa comercial do sr. Ninico Queiroz, a diretoria nomeou o sr. José Maria da Fonseca encarregado de conseguir com o sr. Prefeito Municipal maquinário e subsídio, já prometido, de grande utilidade para o clube.

Que se fizesse uma comunicação ao sr. Presidente da Liga Municipal de Desportos, notificando-a que disputaríamos o campeonato oficial da cidade no campo do Pau d’Alho. (O returno, devido às obras, teve que ser disputado no campo do PFC).

José Maria da Fonseca ficava investido de todos os poderes para, em nome da Sociedade, conseguir do sr. prefeito Municipal uma subvenção para continuarem as obras de desaterro do campo, bem como perante o Departamento de Estradas de Rodagem, com o seu engenheiro, máquinas de terraplenagem para o mesmo fim.
O ano de 49 viu o Palmeirense campeão em seu estádio, o Estádio do Pau d’Alho. Mário Lobo, em 1961, muda muitas coisas para que o estádio atenda às exigências da Federação Mineira de Futebol e o Palmeirense possa participar da divisão de acesso do Campeonato Mineiro de Profissionais. Surgem o alambrado e a arquibancada.

Entre 67 e 68, Abel Pesqueira Moreira determina a reforma do alambrado, ameniza a subida e constrói a cabine de rádio.

E, finalmente, de 90 a 92, sob a presidência de Geraldo Messias, o estádio Mário Lobo vê recuperado o alambrado, a reforma do banheiro público, acabamento das arquibancadas, o asfaltamento da subida e a iluminação, que transforma a noite em dia.

A Iluminação do Pau D`Alho

O América Futebol Clube, de Belo Horizonte, jogou amistosamente com o Palmeirense, na noite de 20/07/90, na festa de inauguração da iluminação do estádio Mário Lôbo (Pau D'Alho). Nesta mesma data a equipe principal recebeu as faixas de Campeão Regional de 1990. Na preliminar jogaram as equipes “A” e “B” de veteranos do Clube. A partida de fundo foi transmitida pelas rádios Itatiaia (BH), Visão e Sociedade de Ponte Nova.

O Comentarista Oswaldo Faria, da rádio Itatiaia, enalteceu a organização e a iniciativa do Palmeirense. O América venceu pelo placar de 5 a 0. O chute inicial foi dado pelo presidente Geraldo Messias, que recebeu o Prefeito Antônio Bartolomeu, Deputado Felipe Nery, o Presidente do Conselho Deliberativo, Adelson Rodrigues de Lima, Diretores do Clube e outras autoridades municipais e estaduais.

O responsável técnico pelo projeto de iluminação foi Prudêncio Ribeiro Sette. Foram utilizados 36 projetos P.2000 MA, da Tecnovat, com 26 lâmpadas de vapor metálico de 2 mil watts, obtendo-se um nível de iluminação de 285 'lux'. Cerca de 3.500 torcedores estiveram no Pau D'Alho.

Os gols foram assinalados por Palhinha (2), Júnior, Helinho e Luiz Fernando. O América jogou com João Leite (Carlos), Paulo Cruz (Luiz Cláudio), Ricardo, Júnior (Isaac) e Ronaldo (Renato); Luiz Fernando, Márcio Ananias (Luiz) e Luiz Carlos; Palhinha, Estrela e Helinho. Técnico: Procópio Cardoso.

Palmeirense: Eduardo (Anderson), Ná, Magela, Edinho, e Teco (Nando); Nem Rio Doce, Pedro e Waltinho (Edmilson); Paquinha, Toni (Juninho) e Esquerdinha. Técnico: Edgard Queiroz

Os Vestiários do estádio Mario Lôbo, foram reformados em 2005, com a construção de mais duas Unidades.